Blog do Galeno Observatório do Livro e da Leitura

20 de setembro de 2018

Biblioteca Comunitária de São Leopoldo é uma das vencedoras do 7º Prêmio Ecofuturo de Bibliotecas

Revista News - 16/07/2018

Ações realizadas pela biblioteca atraíram estudantes e comunidade, além de proporcionar reflexões sobre a conservação do meio ambiente

Ecofuturo, organização mantida pela Suzano Papel e Celulose, anuncia os vencedores do 7º Prêmio Ecofuturo de Bibliotecas, premiação que reconhece os trabalhos de promoção de leitura literária realizados pelas equipes das mais de 100 bibliotecas da rede do Instituto. A Biblioteca Comunitária Ecofuturo “Prof.ª Dilza Flores Albrecht”, localizada no município de São Leopoldo, no Rio Grande do Sul, conquistou o terceiro lugar na edição deste ano.

Foram selecionados os projetos das unidades que, durante todo o ano de 2017, incluíram em suas programações atividades e livros sobre a valorização dos ambientes naturais, o potencial educador desses espaços e as relações das pessoas com a natureza, tema desta edição. Por meio do projeto “Lendo e convivendo”, a Biblioteca Comunitária Ecofuturo “Prof.ª Dilza Flores Albrecht” realizou atividades com o objetivo de promover e incentivar a leitura literária a partir do acervo disponível no espaço e também proporcionar reflexões e mudanças no convívio dos estudantes com a natureza.

Instalada em uma EMEF, a programação da biblioteca foi alinhada ao projeto político pedagógico da escola, dando continuidade ao tema étnico-racial, com foco nos indígenas e sua relação de respeito à natureza. “Observamos que é preciso resgatar atitudes de conscientização e conservação a partir das leituras realizadas durante o ano. Além disso, vimos a importância da leitura na vida de todos, como uma grande ferramenta transformadora, fundamental para compreendermos o que está ao nosso redor e nos mostrar que somos responsáveis por nossas ações e transformações”, diz Angélica Scherer, auxiliar de biblioteca.

Foram utilizados poemas, contos, novelas e fábulas do acervo a respeito do tema. Para incentivar os estudantes e a comunidade a conhecerem o espaço, foi realizada a ação “Hora do Conto”, que possibilita o empréstimo de livros de literatura, com dicas de leitura dos monitores da biblioteca. Outras atividades que mobilizaram os alunos foi o IV Concurso de Declamação, que recebeu mais de 200 inscrições, e a visita ao Museu do Rio, onde os estudantes conheceram a história do fundador da primeira entidade ambientalista do Rio de Grande do Sul.

Ao final das ações, publicadas pela equipe da biblioteca em sua página oficial, o número de sócios do local cresceu. Para Angélica, essa ampliação da divulgação do espaço foi uma das grandes conquistas obtidas ao inscreverem o projeto: “Mais do que um reconhecimento pelo nosso trabalho, a premiação nos proporcionou um desafio de, por meio do projeto, repensarmos estratégias para atrair e motivar a comunidade a frequentar esse espaço que fica dentro da escola. É importante que as pessoas saibam que temos uma biblioteca pública na Feitoria, o bairro mais populoso de São Leopoldo”.

O prêmio

Os projetos finalistas foram avaliados por um júri composto pela equipe do Ecofuturo e por especialistas das áreas de educação, educação ambiental, literatura e biblioteconomia. Além do tema principal, também foram considerados cinco critérios: apresentação do planejamento anual de atividades literárias, seleção do acervo utilizado, articulação com diversos públicos, divulgação das atividades e atendimento diversificado.

A primeira colocada receberá um acervo complementar com 100 títulos novos de literatura, enquanto a segunda e a terceira receberão, respectivamente, 80 e 60 obras. As bibliotecas serão certificadas e dois representantes de cada uma delas virão a São Paulo, onde participarão de uma programação especial. O roteiro inclui visita ao Parque das Neblinas, reserva da Suzano gerida pelo Ecofuturo, presença como ouvintes no painel do Instituto durante a 25ª Bienal Internacional do Livro e visita a bibliotecas de referência na Capital. O objetivo é proporcionar aos participantes momentos de contato com a natureza, assim como troca de conhecimentos e boas práticas.

A Biblioteca Comunitária Ecofuturo “Maria Olívia Otero Artioli”, em Agudos (SP), vencedora da última edição do prêmio, em 2015, recebeu desta vez a Menção Honrosa por seu trabalho que foi destacado como referência às demais, uma vez que procurou durante o ano todo estimular o público infantil a se familiarizar com a leitura e preparou as crianças para se tornarem “multiplicadores” e promoverem leitura para idosos de uma instituição da cidade. Já a Biblioteca Comunitária Ecofuturo “Profº Antônio Bernardes Neto”, em Uberaba (MG), conquistou o primeiro lugar com o projeto “Ciranda de leitura: da folha do livro à folha de árvore”, que contou com rodas de leitura e contação de histórias para idosos e pessoas com deficiência, além de diversas outras atividades. A segunda colocação foi para a Biblioteca Comunitária Ecofuturo “Nelson Mandela”, em Bauru (SP), com “A natureza que liberta”, projeto desenvolvido com educandos da Penitenciária II de Bauru, onde a unidade está instalada, e que envolveu livros e promoção de leitura sobre fauna, flora e biologia.

Criado em 2009 pelo Ecofuturo, o prêmio acontece agora bienalmente e é promovido apenas para as bibliotecas da rede. São mais de 100 Bibliotecas Comunitárias Ecofuturo implantadas por 12 estados brasileiros, frutos dessa iniciativa que mobiliza poder público, iniciativa privada e comunidades. O Instituto também é responsável por outra ação relevante para a valorização da prática de leitura, com a articulação para instituir 12 de outubro como o Dia Nacional da Leitura.

Sobre o projeto Biblioteca Comunitária Ecofuturo

A conquista de competências de leitura e escrita é a base para a educação de qualidade e o desenvolvimento da consciência crítica. Com essa visão, o projeto Biblioteca Comunitária Ecofuturo tem como objetivo contribuir para a implantação e qualificação de políticas públicas de leitura e de biblioteca, para a democratização do acesso ao livro e para a efetivação da lei 12.244/10, a qual determina que, até 2020, todas as instituições de ensino do País, públicas e privadas, deverão ter bibliotecas. Em parceria com o poder público, iniciativa privada e comunidade local, o Ecofuturo trabalha na implantação de bibliotecas em escolas públicas, abertas à comunidade, e no incentivo à leitura. Alguns destaques:

  • · 110 bibliotecas implantadas em 12 Estados.
  • · Média de 6 mil atendimentos por ano em cada unidade.
  • · Quatro mil pessoas formadas nos cursos de Auxiliar de Biblioteca e Promotor de Leitura.
  • · Realização de oficinas de gestão e sustentabilidade com representantes do poder público.

Sobre o Instituto Ecofuturo
O Instituto Ecofuturo, mantido pela Suzano Papel e Celulose, contribui para transformar a sociedade por meio da conservação ambiental e promoção da leitura. Desde 1999, mantém projetos relacionados ao fortalecimento da prática de leitura, universalização de bibliotecas e conservação do Meio Ambiente, atuando como articulador entre sociedade civil, poder público e o setor privado. Por acreditar que pessoas e o meio são indissociáveis, o Instituto Ecofuturo apoia a formação de cidadãos críticos e responsáveis, capazes de interagir positivamente entre si e com o ambiente, transformando o presente e o futuro para melhor. Para mais informações, visite ecofuturo.org.br ou acesse o perfil no Facebook.

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