Blog do Galeno Observatório do Livro e da Leitura

18 de setembro de 2018

"Literatura dá a oportunidade de compreender melhor o outro"

ASemana - 22 Junho 2018

O Presidente da República asseverou, nesta quinta-feira na ilha do Sal, durante abertura da II Edição do Festival Internacional de Literatura, a que presidiu, que a literatura do mundo dá oportunidade de uma maior e melhor compreensão do outro.

PR no Sal: A literatura do mundo dá-nos a oportunidade de uma maior e melhor compreensão do outro

“É uma forma genuína e desinteressada de partilhar o mundo, e, como disse a ensaísta norte-americana Susan Sontag, a literatura ‘tem o condão de nos libertar das nossas limitações ao levar-nos para o centro de outras realidades mais vastas”, ilustrou Jorge Carlos Fonseca referido pela Inforpress.

Perante presença de escritores, professores e especialista em literatura, que durante esses quatro dias, 21,22,23 e 24, irão estar no país, o chefe de Estado cabo-verdiano, ele também escritor, disse que não podia deixar de notar aquilo que também era para o poeta alemão Goethe, o ingrediente principal para a Literatura-Mundo: “a viagem”.

“E vós que nos visitam, cruzando os céus entre os continentes, mantêm viva essa tradição, contribuindo para que a literatura continue, sem fronteiras, de liberdade e cidadania, de diálogo e conhecimento onde reinam e convivem todas as perspectivas da vida e do mundo”, sublinhou.

Lembrando as duas figuras que esta edição homenageia, Jorge Carlos Fonseca disse que quer Mário Fonseca, poeta cabo-verdiano, por sinal seu irmão, quer Jorge Luís Borges, argentino, cada um à sua maneira, fizeram da “leveza do ar e do tempo a sua lavra estética”.

Segundo a mesma fonte, Jorge Carlos Fonseca concluiu, parabenizando a editora Rosa de Porcelana, a Câmara Municipal do Sal e a todos os parceiros desta organização por esta segunda edição do festival, destacando a presença dos dois Prémios Camões, Arménio Vieira e Germano Almeida.

“A prova de que a literatura cabo-verdiana, para lá da sua maturidade vive um momento muito especial, e fica aqui o desejo de que através destes dois grandes embaixadores ela pode ser levada cada vez mais longe”, manifestou.

Por sua vez, o edil Júlio Lopes augurou uma boa jornada com essa segunda edição do festival, e que estes dias, disse, sejam de “ensinamentos, aprendizagem, conhecimento, contacto e promoção de Cabo Verde como um dos espaços na rede daqueles que promovem a literatura-mundo”.

“Iremos perspectivar durante estes quatro dias vários caminhos que propõe a literatura mundo e debater sobre o nosso estatuto e papel enquanto fazedores da cultura e da literatura. Este festival vai longe e leva Cabo Verde longe”, acentuou, destacando, no certame, o tributo à morna, candidata a património imaterial, junto a Unesco, e a extensão do Festival Literatura-Mundo Sal, durante o mês de Setembro, em Lisboa, que já na terceira edição cogita outros espaços.

Já para o curador José Luís Peixoto, para quem o segundo passo é o início da continuação, consistência, mas também uma estreia, esta segunda edição é um sinal que o Festival de Literatura-Mundo veio para ficar.

“É com essa vontade e com essa força que estamos aqui. Passamos um ano a sonhar com este momento. Assim como a literatura precisa do mundo, o mundo precisa de literatura. Bom festival de literatura mundo do Sal para todos”, finalizou.

Pretende-se com o Festival Internacional de Literatura-Mundo, que já vai na sua segunda edição, tornar a ilha do Sal numa centralidade literária em Cabo Verde e inscrever o país na rota internacional dos eventos das letras, refere a agencia cabo-verdiana de notícias.

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