Blog do Galeno Observatório do Livro e da Leitura

20 de setembro de 2018

Ler faz de nós pessoas mais sensíveis, afirma professor

Caio Riter

Porto Alegre, em suas diferentes gestões, sempre se caracterizou por ser uma cidade leitora, uma cidade que investe em livros, uma cidade em que há o PMLL: Plano Municipal do Livro e da Leitura, uma cidade em que existe um projeto de leitura chamado Adote um Escritor, recentemente premiado pelo Instituto Pró-Livro e responsável por modernizar e qualificar o acervo das bibliotecas escolares, além de promover o encontro entre leitores, escritores, ilustradores e contadores de histórias. Todavia, tudo isso corre risco.

A leitura será, mais uma vez, golpeada e fragilizada em nossa cidade.
O Adote um Escritor, projeto que já existe há mais de 16 anos, tem propiciado práticas leitoras nas diversas escolas da rede municipal. A cada ano, o Adote envolve 99 escolas municipais, atingindo mais de 15 mil alunos, em torno de 70 escritores, ilustradores e contadores de histórias, além de mais de 5 mil servidores e mil professores, sendo referência nacional na promoção da leitura e exemplo para outras cidades, que desenvolvem projetos semelhantes, inspirados no Adote. No entanto, tudo isso corre risco.

Todavia, tal projeto corre o risco de não existir mais, já que o prefeito Nelson Marchezan vetou o investimento aprovado pela maioria dos vereadores, senhoras e senhores que sabem do papel importante da leitura (e das ressonâncias em outras artes e áreas do saber) na formação do cidadão crítico. Pois o prefeito não respeitou a vontade da Câmara e tampouco o desejo expresso por quem que acredita na leitura como caminho para o crescimento individual e coletivo. O prefeito vetou a leitura em Porto Alegre.

Porém, a Emenda 86, que destina recursos à leitura, irá a votação novamente. E, para que o veto seja vencido, carece de receber 19 votos contrários à negação do prefeito em investir em livros, em leitura, em educação. Assim, urge que tenhamos homens e mulheres públicos sensíveis ao desejo de tornar Porto Alegre uma cidade mais e mais leitora. Hoje e sempre. Ler abre olhares para o altero; ler faz de nós pessoas mais sensíveis; ler faz de uma cidade espaço para o sonho. E, citando Carrol, o que é viver senão sonhar. Haverá, espero, 19 vereadores sonhadores em nossa Câmara. Caso contrário, a leitura será, mais uma vez, golpeada e fragilizada em nossa cidade.

(gauchazh.clicrbs.com.br 28/02/2018)

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